Presidente do Brasil 2015 – Morte de Eduardo Campos – O resgate (3/6)

O resgate da afetividade familiar e aviso no contexto dos números
Eis algumas palavras inspiradas na sábia avaliação que Dra. Maria Amélia Bracks Duarte faz da sociedade atual, em artigo publicado no jornal Estado de Minas, dia 4/9/2014 e outras palavras baseadas no Editorial (08/09/2014), que tem como título Corrupção e Ficha Limpa:

“Precisamos resgatar a dimensão afetiva da família,” diz Maria Amélia. “… As cenas chocantes que se veem na mídia demonstram, no mínimo, a ausência de afeto que deveria permear as relações familiares e a desestrutura do núcleo familiar. As gravações frequentemente publicadas por alguns canais televisivos revelam requintes de crueldade e humilhação impostos às vítimas indefesas, com palavras, atos e omissões”.

Se, ancestralmente, o pai era o respeitado e autoritário provedor, que, com um estalar de dedos ou com um olhar severo, mantinha a família num regramento de valores estabelecidos e cumpridos, hoje, o esgarçamento da hierarquia e a liberdade incondicional entre pais e filhos levaram a um abandono decorrente do individualismo (defendido por convicções equivocadas), da culpa e da total ausência de limites: permissividade sob o manto da desproteção.

Os exemplos de agressividade no âmbito familiar são inacreditáveis: enquanto os seus responsáveis dançam no baile funk; padrastos engravidam suas enteadas sob os olhos complacentes das mães. Vê-se um exacerbado consumismo, acumulação de bens materiais vendidos em luzes de propaganda, e faltam alma, solidariedade e amor nas relações interpessoais. Misericórdia, talvez.

A violência também se manifesta no assédio moral no trabalho, no bullying das escolas, no desrespeito às pessoas mais velhas e nos diferentes de cor, de peso, de situação social, de opção sexual; a violência grita com ódio nas injúrias raciais, como a ocorrida por torcedores de time adversário contra jogadores de clube vencedor; a violência é cruel na homofobia, na difamação no anonimato das redes sociais, na hostilidade de alunos contra professores em salas de aula, na morte de policiais e repórteres, nas caras escondidas de manifestantes ilegais“.

A notícia de que um pai impediu a sanha do filho atirando bombas em passeatas e usando o vandalismo na destruição de bens particulares e da sociedade surpreendeu as pessoas, como se o pátrio poder já não mais existisse“.

Para isso, no entanto, o enfrentamento, a repressão e a punição severa da Justiça devem ser a resposta para os desvarios que mantém a violência em todas as suas formas“.

1/6 – Números 7 e 13 no desastre com Eduardo Campos
2/6 – O mártir da política nos números
3/6 – O resgate da afetividade familiar
4/6 – Corrupção e violência
5/6 – Libertando da crise de caráter
6/6 – A conclusão

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